6.5.05

Eu gostaria de poder escrever normalmente e contar coisas como o Clyde faz com seus posts cotidianos.
Será que eu só não sei escrever ou no meu cotidiano não há coisas a serem contadas?
Eu como todos os dias na mesma padaria, então não há muito o que variar, apenas variações sobre o mesmo pedido, em que sempre o atendente tem a manha de invariavelmente errar. Diria eu que então essa seria uma boa escrita, mas a surpresa cotidiana faz-me esquecê-la na mediocridade da repetição. Eu como sempre a mesma coisa, e o tamanho da minha circunferência é sempre o mesmo.
Deveria tentar então contar como faço no trânsito, sem considerar que ainda não descobri como passo tanto tempo nele. Creio que a comodidade da rotina seja mais gratificante do que a comodidade do pequeno deslocamento.
Eu acordo sempre como se fosse não ter dor de cabeça, mas a tenho ainda assim de modo comumente. E quando não, durmo mais um pouco em felicitação – o que me deixa com dor de cabeça. Ainda assim o dia já começou melhor, e ele é irremediavelmente corrompido nos 10 primeiros minutos do meu tradicional caminho pelos congestionamentos diversos espalhados pelos cantos em que eu tento enfiar o carro de maneira a evitá-los como pudesse.
Eu antes assistia muito à televisão na madrugada, mas atualmente eu tenho evitado esse tipo de passatempo em favor da comunhão parcial de bens.
Contanto contando ainda.

2 comentários:

Oswaldo Akamine disse...

Você sempre tem coisas para contar. Nem que sejam as coisas dos outros.

O que eu acho impressionante, mesmo, é que o tempo parece ser o senhor da razão, mas ele, se existir, é um tremendo dum patife.

Oswaldo Akamine disse...

Você sempre tem coisas para contar. Nem que sejam as coisas dos outros.

O que eu acho impressionante, mesmo, é que o tempo parece ser o senhor da razão, mas ele, se existir, é um tremendo dum patife.