7.4.09

Ronquifúxia











em homenagem ao post-test abaixo

5.3.09

4.9.08

Good luck Mr. Gorski
O irmão mais velho do pequeno garoto sonhador chuta a bola com mais força do que deveria, e ela voa acima da cerca do vizinho. O pequeno garoto é incumbido de recuperá-la. Aproximando-se da bola, abaixo da janela do quarto, escuta na voz de uma velha senhora: “O quê?? Sexo oral? Só no dia em que o moleque do vizinho andar na Lua!”
Anos mais tarde, Michael, Buzz e Neil estão em uma cápsula recentemente pousada manualmente a alguma distância do lugar previsto de início. Neil é o primeiro a sair. Após a primeira marca no solo, e antes do “...a giant leap...”, um “Good luck Mr. Gorski.”
Waldick Soriano
* 1933
† 2008

E, para combinar com a tirinha do Laerte, uma frase: "Errados não estão os hippies. Errada está a polícia que não senta o cacete neles".
Piratas do Tietê
© Laerte

16.7.08

Dizem que liberdade tem preço mesmo para aquele que já foi enjaulado. Este é o meu caso com o cigarro. Ter sido seu escravo por tantos anos faz com que sua falta seja especialmente sentida - e sofrida sem a possibilidade de reposição. A falta que a nicotina droga faz só pode ser saciada pela droga da nicotina. No entanto, há alternativas. Uma delas seria o runners' high, a descarga de endorfina lá pelos 20 minutos de esforço de esteira ou de rua. Mas a melhor de todas é a sensação de liberdade. É poder fazer o que se quiser sem ter a preocupação do fumo, e andar para qualquer lado, de qualquer modo, sem ser seguido - é ter o tempo de ser livre, mais do que o ser. Não dá muito para explicar mas ultimamente tenho me sentido livre - algo que, talvez, nunca tenha experimentado verdadeiramente antes.

5.7.08

Clyde, I'm going to the darklands.
Tchu tchuru tchu tchu tu.
Os anos 80 eram uma putaria, do caralho. AIDS ainda incipiente, garotas insipientes, as pessoas ficavam comestíveis apenas usando um glitter barato e a cocaína estava no auge - pessoas vendiam suas casas para viver de renda para descobrir um ano depois que não tinham absolutamente mais nada - comprometimento e compromisso zero. Como o Angeli dizia - overdose de overnight. Foi do casco, eu digo isso de arquibancada (porque, também, a grana do meu lado era bem curta), e eu escutava muito Cyndi Lauper. Confesso que é esquisito dizer isso para os moleques - que a escutam escutando um "DJ" "tocando" num iBook numa festa revival qualquer. Parece que eu estou querendo fazer parte da turma, me esgueirando para dentro de uma idade que não me pertence, quando na verdade eles é que estão descaminhando uma parte da minha formação, da juventude que um dia ilogicamente eu possui. Tinha essa música 'All Through The Night' que condensava toda a história, "We have no past we wont reach back" - que me destilava. Encontrei-te, nos conhecemos pela primeira vez, passamos pela primeira vez um noite juntos, one nite stand, não nos conhecemos, portanto não precisamos relembrar, remoer acontecimentos passados, arrepender, sonhar, planejar. Just keep with me forward all through the night. Sabe aquela garota que você não conhecia pessoalmente e que era a piranha do colegial da escola do seu colega? Encontre-a depois de 10 anos, fique com ela e comece do zero. We have no past.
Inos Corradin. Fulvio Pennacchi. Lucas Pennacchi. Aldemir Martins. Alfredo Volpi. Se eu tenho arrependimentos, são estes. É este. Para algumas coisas a gente não tem que ter vergonha de admitir que deseja vingança. Essa é a diferença entre a coleção do Edemar Cid Ferreira e arte pendurada na parede. Uma são reais pendurados. Outra são sentido.
OS dois tinham apenas acabado a refeição, o que lhes conferia aquele poder de poder resolver todos os problemas do mundo. Nada que não durasse até o próximo aperto do estômago, no entanto:
- Sabe Jair, tive uma idéia.
- O que é? retrucou Jair, aquele daquela mania estranha de perguntar a todo mundo “o que é que é?”, sem motivo.
- Vamos de café, já te conto.
Passaram a tomar o cafezinho bem mal feito do lugar, sorvendo pequenos goles de cada vez, e o Jair a por umas pitadinhas de açúcar depois de todos eles - “sabe como é que é... diminui a acidez.” Açúcar é aquele pozinho que, se não usar, amarga o café que é o diabo.
- Qual era mesmo aquela sua idéia, ô Jorge?
- Sabe que é realmente uma boa idéia, Jair. Uma boa idéia.
- Bom, se é o que é... Retrucou o Jair, aquele daquele tique estranho de repuxar a orelha direita, assim, meio de lado, e perguntar “ela tá olhando pra mim? Tá?”
- Garção, disse Jorge, traz aqui um licorzinho daquele de jenipapo, tá bom?
- Opa, que eu quero um também - lá vem o Jair de novo.
- Tá vendo aqui, ô Jorge, olha só como meu braço ficou mais grosso, olha aqui.
- Foi até uma boa idéia começar a malhar um pouco, não é, Jair?
- Ô Jorge, me conta aquela idéia sua lá, a que era boa.
- Sabe, Jair, que essa idéia podia acabar com o problema de muita gente.
- É mesmo Jorge?
- É o seguinte...
E então entra aquela menina maravilhosa, que nunca atende a ninguém, altiva, maravilhosa.
- Olha lá, olha lá, ela tá olhando pra mim, tá? Pergunta o Jair, aquele daquela maneira desagradável de não prestar atenção no que lhe falam.
E a idéia... Bom, era uma boa idéia.
E quando presta, concorda.
Pedi no desespero da carraspana um ‘delivery’ do China in Box. Recebi algumas cédulas do China Money. Lembrei-me do meu ex-casamento. Não pelo Box.
Às vezes sentia mesmo era vontade de chorar. Andava pela rua de casa já, e sentia-se como nunca cansado de tudo que fazia no seu dia a dia entediado e repetitivo. Essas coisas acontecem, não é de todo estranho, tentava se consolar: Novidades nem sempre são estimulantes - mesmo que estas apareçam.
De qualquer modo, sendo passada a hora do almoço, entrou no bar na esquina de sua casa e pediu algo para comer. Ao seu lado sentara um senhor com seus 50 e poucos anos, rosto carrancudo e cara de aborrecido. Logo ao fazer o pedido percebeu que não era só aparência. Começou a reclamar da quantidade de gordura no filé que serviam e dizia que seu estômago estava cada vez mais ácido. Tentava conseguir um bom remédio que lhe apagasse aquele fogo dos infernos, etc.
– E sabe o que me acontece? – continuou – um velho, vizinho de minha mãe, me passou umas raízes que dizia serem muito boas para as azias. Eu acreditei, o velho chegava a beber gasolina quando não tinha mais a pinguinha no fundo da garrafa. Gasolina! Acreditam? Se ele sabia de algo que fazia seu estômago parar de arder depois de tomar gasolina, para mim que já há muito tempo nem meus rabos de galo mais tomo, ia funcionar e até demais!
– E eu tomo umas duas xícaras daquelas da raiz fervida e não é que me dá uma dor de barriga que quase me mata? Tive de ir ao médico para que ele me passasse uma lavagem e me cobrasse 200 dinheiros! Duzentos! E nesta semana ainda, que tive que chamar um bombeiro para consertar o encanamento da pia da cozinha, que a dona já estava a acabar com minha paciência!
– Sabe o que o bombeiro me disse? Disse que o problema era nas encanações da rua que tinham perdido a pressão. Parece uma brincadeira de mau gosto! E o tal do Prefeito a passear pelo Estado. Nada mais funciona. Não tem atendimento de saúde de graça, não tem mais água nas casas do cidadãos, nada mais funciona, é o que eu digo para vocês.
Já nessa altura da conversa os garçons começam a participar:
– Mas e não é que para consertar o encanamento da rua você precisa fazer um requerimento em três vias na secretaria de obras? Não pense que esse é só problema seu não. Minha sogra já não me deixa em paz há um ano!
– E só que fazem é você gastar seu dinheiro suado! Quando é que um daqueles burocratas iam encostar a barriga num balcão e servir os clientes? Deveriam é trabalhar para ganhar o dinheiro que a gente dá para eles.
Neste ponto, já participavam da conversa os outros clientes das mesas ao lado, todos tinham sua opinião a respeito da administração.

E eu não conseguia parar de imaginar o que havia acontecido ao velho que bebia gasolina.
Yes I'm leavin'
'Cause it just won't work
They act like Romans
But they dress like Turks
Sometime, in your prime
See me, I like the summertime, fuck that.
Era um daqueles carros novos, importados, com a marcha-a-ré engatando abaixo da primeira, que ele tanto gabava-se: – É muito mais fácil. O carro era o assunto para qualquer momento: – Na subida é um foguete, precisa ver. E ela assentia com um movimento leve de cabeça. Sabia até que a injeção eletrônica sabia se você estava para passar numa lombada ou não.
Depois de muito rodarem, e depois dela tentar por muitas vezes muito delicadamente repetir que estava a morrer de fome, ele resolveu parar numa pizzaria perto do centro. Entraram e durante todo o jantar nada mais do que explicações sobre potência, cavalos de potência e torque dos cavalos que ela quase se pegou pensando em uma ferradura bem aplicada nas partes traseiras do indivíduo. Além do que o atendimento era sofrível: Os garçons mal podiam discernir entre um mascarpone e um marcapasso, não conseguiam trazer nem o açucar junto do café, só aparecendo depois de quase terem sido agarrados pela gola do jaleco, quando a bebida já havia esfriado um pouco mais, se é que era possível, mesmo. Mania horrível esta de servir café frio em xícara quente, pensou ela enquanto o outro lhe explicava que quando se deixa a gasolina no tanque até o final era bem possível que da próxima vez que o completasse no posto a sujeira do fundo entupisse até as artérias de um campeão olímpico, quanto mais os pequenos furos de uma injeção eletrônica. Ah! Mais neste carro não, rapaz! Este tem um filtro especial que...
Depois de um longo e tenebroso frio jantar, saíram dali deixando sobre a mesa dois cheques para pagar a pizza bem mal feita mas bem cobrada do local. Como não havia lugar para estacionar a razão de sua vida bem em frente ao restaurante, coisa que apreciaria muito, é bom lembrar, ele tinha estacionado numa das vagas a 45 graus de uma agência bancária junto a esquina, e para lá estavam se dirigindo quando um dos garçons veio correndo abordá-los, a dizer esbaforidamente que daquela espécie de cheque eles não aceitavam não, teriam de fazer outro. Depois de muito argumentar, ela conseguiu fazer com que o garçom aceitasse a quantia em vales-refeição. Era só que o que faltava para finalizar a noite mal começada.
Chegando ao carro, como a rua de entrada para as vagas era aquela do caminho de volta para casa, ele disse:
– Vou dar a ré para sair.
– Não imaginei que poderia sair de uma vaga a 45 graus andando para frente, respondeu ela bem prontamente.
– Não quis dizer isso, disse ele – Vou sair de ré pelo estacionamento para que não tenha de dar a volta no quarteirão. Mudaram a mão da rua do lado.
– É, parece que não entendi nada direito, encerrou ela o assunto.
– Quer ver? Vou te mostrar.
Tentando a ré especial, engatou por engano a primeira, arrancou e bateu no muro da frente da vaga.
Eu acho estranho que o UOL faça esse jogo duplo de 'comente as “reportagens” que acreditamos representam o pensamento geral dos internautas e essa aqui não tem comentários habilitados porque queremos fazer a cabeça do internauta cabeça-fraca'.
Como, por exemplo, a “matéria” ‘Rock in Rio: com voz fraca, Amy [Winehouse] é ofuscada por Shakira’. O show desta, depois de vários mal feitos e com voz fraca, foi de um modo geral bem recebido pela crítica e muito bem recebido pelo público, mas parece ser mais interessante ao portal tentar manter a linha passada ‘falamos que ela está mal, portanto temos razão quando dizemos que continua mal’. Não sei, mas me parece que se a gente tivesse de pagar 2,50 por cada versão da Home faria mais sentido. E eles querem que a gente acredite.
Well I don't feel better
When I'm fucking around
And I don't write bitter
When I'm stuck in the ground
So don't teach me a lesson
Cause I've already learned
I don't want what you want
I don't feel what you feel
See I'm stuck in a city
But I belong in a field

4.7.08

Independence Day

- Olha, olha lá! Que será aquilo?
Ninguém parecia acreditar que um dia fosse possível, mas era verdade: Era uma nave espacial. Por vários dias seguidos o que seguiu foram, obviamente, especulações por parte da imprensa, depoimentos de ex-sequestrados e pedidos de calma das autoridades. E nada. A nave continuava lá, insensível a toda tentativa de comunicação. Depois de uns 2 meses ninguém mais se importava.
- Ih! Olha aquilo ali!
- Vixe, que bicho estranho!
E era um ET mesmo. Pequenino e gordinho. Cabeçudo. E estava lá a responder todo tipo de perguntas, da maneira menos surpreendente possível: Passavam por aqui, gostavam de futebol, lasanha, novela das oito... Eram apenas medianos em tudo. "Eram" porque logo apareceram mais deles. Entrevistas no Jô, Globo Repórter especial... Não tinham vindo para brigar, nem tomar nossos recursos ou empregos. Vieram para – como poderia dizer? – passear, talvez. Passados alguns meses e ninguém mais percebia. A vida continuava.
...
- Ô Jair, vi um daqueles bichinhos lá, um daqueles EDs, saindo da sua casa pela janela do seu quarto.
Aí foi o inferno.

2.6.08

Notinha de rodapé no UOL: Pioneiro do rock Bo Diddley morre aos 79 anos.
(ps: minha primeira caixa de CDs foi dele - o tocador ainda nem havia chegado).

27.5.08

a life to disregard

3.5.08

O Saito escolheria a desk to organize...

1.5.08

Essa letra de música aí embaixo do Julian Casablancas me fez lembrar imediatamente de Construção, do Chico Buarque, e talvez por isso (pela letra, e não pela música) tenha mesmerizado minha atenção de imediato. Tinha esse movimento nos anos 70 da "Poesia Práxis" que na minha opinião era uma merda mas, enfim, era algo como "palavra como energia", "que se transforma em outras coisas". Resumindo, uma viagem que permitia que o leitor interagisse com o que estava escrito, "criando" novas poesias a partir de um fato do cotidiano que fora transformado em verso.
Eu nunca gostei de Chico, Caetano, Gil e afins, mas o Chico Buarque tem essa capacidade de algumas vezes atrair minha atenção (pelo escrito, não pela música).
Se você olhar com cuidado para Construção, percebe que pode trocar as últimas palavras de cada frase terminada com uma proparoxítona e a música, ao seus olhos, continua fazendo sentido - para cada um que a entenda de seu jeito. Você tem a faculdade de "construir".
Então você pega:
Beijou sua mulher
Como se fosse a última
E cada filho seu
Como se fosse o único
E atravessou a rua
Com seu passo tímido
Subiu a construção
Como se fosse máquina
Sentou prá descansar
Como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz
Como se fosse um príncipe


E faz:
Beijou sua mulher
Como se fosse máquina
E cada filho seu
Como se fosse tímido
E atravessou a rua
Com seu passo único
Subiu a construção
Como se fosse a última
Sentou prá descansar
Como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz
Como se fosse sábado

E assim sucessiva e indefinidamente.

Não creio que o Casablancas possa ter sabido disso, mas o efeito é o mesmo. De:
An egg to fertilize
A pulse to stabilize
A body to deodorize
A life to scrutinize
A child to criticize
Young adults to modernize
Citizens to terrorize
Generations to desensitize.
A desk to organize
A product to advertise
A market to monopolize
Movie stars to idolize
Leaders to scandalize
Enemies to neutralize
No time to apologize
Fury to tranquilize
Weapons to synchronize
Cities to vaporize.


Para mim eu faria:
An egg to stabilize
A pulse to tranquilize
A body to idolize
A life to modernize
A child to deodorize
Young adults to desensitize
Citizens do fertilize
Generations to terrorize
A desk to monopolize
A product to modernize
A market to organize
Movie stars to criticize
Leaders to neutralize
Enemies to scrutinize
No time to synchonize
Fury to apologize
Weapons to vaporize
Cities to scandalize.


Eu sempre tenho essa viagem de que as músicas foram escritas para mim e exclusivamente para mim. Não deve ser tão maluco porque acho que gostos, perfumes e músicas todos os colocam como memórias que se adequam. Então eu colocaria meu grifo no bodie to idolize.

29.4.08

watch what you say 'cause they'll be trying to knock you down in some way, an egg to fertilize, a pulse to stabilize, a body to deodorize, a life to scrutinize, a child to criticize, young adults to modernize, citizens to terrorize, generations to desensitize, how disappointed would be to see such power in our hands all wasted on greed, a desk to organize, a product to advertise, a market to monopolize, movie stars to idolize, leaders to scandalize, enemies to neutralize, no time to apologize, fury to tranquilize, weapons to synchronize, cities to vaporize

22.3.08

Aí, Clyde, não está tão bom mas dá para o gasto. Se não fosse pelo fato de estar solteiro nesse feriado e ter bebido mais do que devia, eu teria não perdido os 10 primeiros minutos da gravação. De qualquer maneira sua cópia já está garantida:


Para mim essa é a única e mais hilariante passagem da história da humanidade, sem falar do cinema.

21.3.08

Era um texto famoso na Internet. Postado em 2001, já era assim. Hoje, ainda assim. Provavelmente será amanhã e sempre assim. Se fosse pastelaria, ficaria até melhor:

Um possível cliente liga para pedir uma pizza. Do que não se sabe, ele só quer porque todo mundo que ele conhece tem uma. E avisa que pediu a mesma pizza pra 5 outras pizzarias e só pagará a que gostar mais.
No meio do trabalho, ele pede pra você mandar uma prévia de como ela está para sua aprovação. Depois de receber a pré-pizza, pede "uma alteraçãozinha", substituindo a mussarela amarela por verde, porque ele gosta mais de verde. Isso faz com que você tenha de jogar a pizza antiga fora e produzir uma nova que, além de dar mais trabalho, ficará de gosto duvidoso;

O cliente pede 500 pizzas a serem feitas em 15 minutos, pois ele está com uma festa para começar e só lembrou de ligar agora. Você destaca seus melhores pizzaiolos para atender a esse pedido urgente e deixa as pizzas dos outros de lado, o que faz com que todos eles reclamem do atraso. Após produzir quase todas as pizzas, ele liga avisando que não precisa mais de pressa porque errou o prazo. Na verdade, você tinha 4 horas.

Outro pede uma pizza incrementada e não entende como se pode cobrar tão caro por ela, sendo que o boteco da esquina faz por bem menos. Ou diz que o sobrinho faz melhor por um décimo do preço que você pede (ele usa uma pizza semi-pronta comprada no Carrefour). O cliente pede todos os ingredientes do seu estoque, pois acha que isso fará a pizza mais atrativa. Mesmo assim você faz um bom trabalho, mas ele reclama que não tem garfo e faca em casa, por isso não consegue comê-la.

14.3.08

É isso orelha:

Viver com a certeza da morte requer mais vida do que viver.
De nada nos valeria a possibilidade da imortalidade. Se a nos dessem viveríamos para sempre com a dúvida de sua existência.

13.3.08

Que foto legal:

::Reuters
Werder Bremen 1 x 0 Rangers
Copa da UEFA
13/03/2008

11.3.08

Supostamente do Waldick Soriano:
Errados não estão os hippies. Errada está a polícia que não senta o pau neles.

5.1.08

4 caras legais
:: Arctic Monkeys - You Know I'm no Good
:: Radiohead - The Headmaster Ritual

1.1.08

Uma semana na praia - finalmente uma toda - e só consegui relaxar mesmo no último dia. Fazer o quê? - foi o suficiente. Já dizia Aristóteles, ao menos uma coisa foi negada a Deus: mudar o passado. Assim, menos medo, mais fé, 2008.

28.12.07

Finalmente achei uns ovos Saito no mercado. Originais, produzidos em Avaré. Achei bom, nunca tinha experimentado, e combina com a minha atual fase, afinal:

19.12.07

Eu quero o botão de apagar a humanidade, eu inclusive, apesar da falta dela, eu quero.

Será que minha confusão entre o Billy Dee Williams e o Carl Weathers está para o Lando Calrissian assim como o Guilherme Isnard e o Kiko Zambianchi estão para os vocais do Zero? Tem partes do meu HD que se sobrepõem sem aviso prévio - e não há backup.

16.12.07

Ter 100 milhões de dólares ou ser o super-homem?


Poder trasmutar sua namorada em todas as mulheres com as quais você já dormiu ou conseguir transmitir orgasmos pelo pensamento?


Poder controlar tudo o que for eletrônico em sua essência ou ter onisciência musical?

Se a capacidade de assoviar fosse geneticamente trasmitida eu seria um grande assoviador. Agora, tumor nas costas, é.

Por que as pessoas se importam com o tamanho dos porta-malas dos carros se em 95% do tempo não os usam?

Clyde, há mais bandas inglesas ou americanas no seu iPod?

Isso quer dizer que o rock inglês é o melhor?

8.11.07


Erwin is jealous of the man in the corner shop

2.11.07

Existe uma brincadeira - ou "desafio" - pela Internet que se chama Googlewhack. O objetivo é conseguir um resultado de busca apenas, com apenas 2 palavras - sem usar aspas. Considerando a quantidade de páginas indexadas pelo buscador é realmente uma coisa difícil de acontecer. Eu, sem querer, por outro lado, acho que consegui um recorde: apenas um resultado usando apenas 1 palavra: kenpaitai.

Aliás, se alguém souber é que é, avise (recado para os 2 visitantes daqui). Eu sei o que foram os kempeitai - caso não sejam o mesmo.

Logo, porém, serão 2 resultados.

25.10.07

Amy Winehouse
Tears Dry on Their Own

You Know I’m No Good

24.10.07

O maior filho da puta de todos os tempos. Não é possível:

George Costanza's Answering Machine

:: Seinfeld - "The Susie" [8ª temporada, episódio 149]

10.10.07

Tá aí:

Novo iPod com tela sensível chega ao Brasil por pelo menos R$ 1.299

"O preço do modelo de 8 GB será de R$ 1.299. Já o de de 16 GB tem preço sugerido de R$ 1.699".

"Nos EUA, os iPod Touch custam cerca de R$ 540 (8 Gbytes) e R$ 720 (16 Gbytes)".

9.10.07

A questão é relativamente simples: quanto custaria um bem para um americano, que ganha em dólares, em relação ao valor do mesmo bem para um brasileiro, que ganha em reais? É de se pensar que, por exemplo, um carro que custa 30.000 reais, para um brasileiro, equivaleria a "30.000 dinheiros" e para um americano um carro de 14.000 dólares valeria, do mesmo modo, 14.000 dinheiros, sendo que ele ganha em dólar e nós ganhamos em real.
Gostamos de pensar que, se um celular custa 300 dólares nos EUA, ele deveria ser vendido a 300 reais aqui, caso aqui fosse produzido. Mas não é tão simples assim. Desconsiderando o cálculo dos impostos - porque aí seria sacanagem - há outros fatores envolvidos, como por exemplo a renda geral da população, a oferta de produtos, insumos, mão-de-obra, a competição do mercado, etc. Foi por isso que a Economist criou, há uns 20 anos, o Big Mac Index. A idéia é de criar uma "paridade de poder de compra", como explica a página sobre o assunto. Como o Big Mac é vendido em muitos países, ele serviria como um padrão de conversão de moeda, pois o cálculo de seu preço envolve vários fatores de produção e considera, certamente, a renda do público.
Desse modo, para o dia 2 de julho, por exemplo, 1 dólar valia, na cotação oficial, 1,91 real mas, em se utilizando o Big Mac Index, 1 dólar valia, na mesma data, 2,02 reais. É uma variação de 6%, mas eu poderia lidar com ela sem problemas se a conversa girasse em torno de se pagar 156,00 por um iPod nano ao invés de 149,00, caso eu ganhasse em dólar a mesma quantidade que ganho em reais.
Obviamente que não é, nem nunca será assim. Não em vista dos brasileiros que pagam dólar convertido em real + imposto de importação + outros impostos para ter um produto eletrônico de menor qualidade por um preço 5 vezes maior do que a paridade sugerisse, um banco autraliano, o Commonwealth Bank, criou seu "iPod index". O resultado deu a chamada para a notícia: iPod cheap in Hong Kong, but a Brazil bank-breaker.
A lista (iPod nano 4GB, em dólares):
1. Brazil $369.61
2. Bulgaria $318.60
3. Argentina $317.45
4. Israel $300.80
5. Peru $294.08
6. Chile $294.06
7. Malta $293.83
8. Egypt $269.10
9. Romania $266.60
10. Uruguay $260.00
11. Turkey $256.12
12. Hungary $254.50
13. Azerbaijan $252.11
14. Serbia $249.14
15. Croatia $245.41
16. Czech $242.54
17. Slovakia $234.13
18. Estonia $226.67
19. África do Sul $226.60
20. Finland $225.82
21. France $225.82
22. Russia $220.32
23. Norway $220.20
24. Sweden $215.35
25. Belgium $211.62
26. Austria $211.62
27. Italy $211.62
28. Portugal $211.62
29. Ireland $211.62
30. Germany $211.62
31. Netherlands $211.62
32. Denmark $209.26
33. UK $201.92
34. Mexico $201.87
35. Cyprus $201.85
36. Luxembourg $201.12
37. Poland $200.52
38. Philippines $198.39
39. Spain $197.42
40. Greece $196.51
41. Switzerland $195.43
42. India $183.47
43. Malaysia $181.82
44. Korea $180.60
45. Nova Zelândia $180.58
46. China $179.63
47. Pakistan $179.48
48. Australia $175.42
49. Thailand $174.89
50. Canada $169.68
51. Singapore $167.31
52. Taiwan $165.82
53. Japan $154.21
54. U.S. $149.00
55. Hong Kong $148.12

Resumindo: Saito, me vende uns dólares aí...

16.9.07

2.9.07

Elas, as pessoas, bem, ter um problema e na única chance que o pouco de coragem dá receber algo que sempre houve de sobra de todos os lados possíveis: A coisa bronca, tosca, tacanha, do Bardo, do calabrês, o riso sarcástico, a tonelada de sensualismo à que nenhuma sensibilidade jamais resistiria. O peso, a pancada, a decepção, a dor da decepção, por elas mesmas, o choro.

A cultura da falta de educação, a falta de política, a malícia burra, o sarcasmo, o escárnio para a proteção própria. Não se pode ser bom, não se pode ser diferente. Ser sensível é coisa de viado. Não ser tecnicista é falta de objetividade. Não ser objetivamente seco é não ser bom.
Se conversa diz que já não se importa que já se importara mas que hoje tem mais coisas a fazer, que não quer mais saber. Falar besteira, ser rude, seus amigos de clube paulistano. Confundir simplicidade com o simplismo. As vagabundas, as bichas, os idiotas, os outros todos. Xingar, ficar bêbado, comer meninas de 18 anos. Assistir sacanagem na TV, aquelas gostosas. Arrumar confusão, dar porrada. Nota baixa para elas. Camisinhas. Duas camisinhas. Não beijo. Faz a chupeta e some, não encoste mais a boca em mim. Cabelo horrível, não tenho tempo, deixa essa merda para lá. Sim, entendo, pode deixar não conto para ninguém. Estou trabalhando demais, não tenho tempo para as essas merdas, estou cansado, fica para depois, tem algo para mim? me dá. quando você pode? eu não posso hoje, esta semana não dá, ganho tão pouco, estes filhos da puta, regime, exagero, carona, trânsito, almoço, contra-vale, troco, ticket, recibo de táxi, reembolso a mais, bem feito, merecia.

Sempre entender que não se pode com elas, mas não teriam, nunca, agora, só resta finalmente não acreditar, descobrir o próprio lugar no mundo, acreditar e amar, sem deixar o desespero daquelas horas vazias fazer com que reaproximem as pessoas que, não aquelas que desrespeitam, não há o que explicar, mas aquelas que não respeitam a si próprias.

31.8.07

ruherec?