Elas, as pessoas, bem, ter um problema e na única chance que o pouco de coragem dá receber algo que sempre houve de sobra de todos os lados possíveis: A coisa bronca, tosca, tacanha, do Bardo, do calabrês, o riso sarcástico, a tonelada de sensualismo à que nenhuma sensibilidade jamais resistiria. O peso, a pancada, a decepção, a dor da decepção, por elas mesmas, o choro.
A cultura da falta de educação, a falta de política, a malícia burra, o sarcasmo, o escárnio para a proteção própria. Não se pode ser bom, não se pode ser diferente. Ser sensível é coisa de viado. Não ser tecnicista é falta de objetividade. Não ser objetivamente seco é não ser bom.
Se conversa diz que já não se importa que já se importara mas que hoje tem mais coisas a fazer, que não quer mais saber. Falar besteira, ser rude, seus amigos de clube paulistano. Confundir simplicidade com o simplismo. As vagabundas, as bichas, os idiotas, os outros todos. Xingar, ficar bêbado, comer meninas de 18 anos. Assistir sacanagem na TV, aquelas gostosas. Arrumar confusão, dar porrada. Nota baixa para elas. Camisinhas. Duas camisinhas. Não beijo. Faz a chupeta e some, não encoste mais a boca em mim. Cabelo horrível, não tenho tempo, deixa essa merda para lá. Sim, entendo, pode deixar não conto para ninguém. Estou trabalhando demais, não tenho tempo para as essas merdas, estou cansado, fica para depois, tem algo para mim? me dá. quando você pode? eu não posso hoje, esta semana não dá, ganho tão pouco, estes filhos da puta, regime, exagero, carona, trânsito, almoço, contra-vale, troco, ticket, recibo de táxi, reembolso a mais, bem feito, merecia.
Sempre entender que não se pode com elas, mas não teriam, nunca, agora, só resta finalmente não acreditar, descobrir o próprio lugar no mundo, acreditar e amar, sem deixar o desespero daquelas horas vazias fazer com que reaproximem as pessoas que, não aquelas que desrespeitam, não há o que explicar, mas aquelas que não respeitam a si próprias.

Um comentário:
Esse ficou melhor q o anterior.
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