2.12.05

Não havia assistido ao Kill Bill todo, valeu esperar pelo final para ouvir o tal do Bill falar sobre o super-homem, o herói favorito do blog e controverso da humanidade.

É estranho que todos pensem que ele é a representação do conservadorismo da família norte-americana. Vai ver é por causa da roupa de viado. Viu?

Falando da roupa, o Bill tem a nos dizer que o homem-aranha, o batman, o típico herói, pois, acorda, tira a roupa de humano e veste a roupa de super-herói, deixa de ser o Peter Parker e o Bruce Wayne para incorporar seu alter-ego, a base da mitologia dos quadrinhos.

O super-homem, por sua vez, acorda super-homem. A roupa vermelho-puta veio de Kripton, aquela é a sua roupa. Ele acorda super-herói e se transforma no Clark Kent. O terno sem graça é sua fantasia. É com ele que ele se disfarça entre os humanos. E é assim que ele nos vê, sem graça.

Eu já tinha escrito isso por estas bandas, quando o layout tinha um super-homem voando, que ele deveria sentir um desprezo gigante pela humanidade, não era possível.

Invulnerável, imortal, não sente calor nem frio extremos. Perfeito para sentar-se na frente da TV e tomar cerveja para sempre. Fumar? Sem parar. Jujubas há. Acepipes.

Será que ele nos vê como um cachorro desamparado e por isso é impelido a ajudar, movido por um sentimento de piedade com os indefesos? Será que ele é cinófilo?

O Nacca escreveu que tem dois cães dentro dele, sei lá, vai que os cães são cadelas, né, pelo menos? Será que ele é cinéfilo?

Eu tenho duas roupas no armário. Uma é ridícula. A outra é sem graça.

2 comentários:

Asceta disse...

Ainda bem que você tem opções de escolha. Já tentou fazer combinações como calça-ridícula com camisa-sem-graça? Pode ser que dê um sambinha...

Talvez fumar sabendo que não faz mal não seja tão divertido assim, afinal desse modo sempre falta o risco e a transgreção que sempre dão um tempero especial a tudo, até mesmo no ciarro.

Asceta disse...

Acepipes Moisés?!

E, provavelmente, o mesmo sentimento que move Kaléu é o que faz certas pessoas pararem nas rodovias, simplesmente para ajudar os fracos e indefesos. Isso os fazem um pouco super-homens também.