Eu ainda sei escrever, Erwin, e na maioria das vezes em que eu te digo isso é para disfarçar que eu não quis escrever, e não que eu não posso. Mas eu gosto de te dizer que eu não posso porque você não me deixou e porque você me abandonou para fazer um trabalho que já era meu. Eu te disse muitas coisas nesses anos todos.
O que eu não posso é saber tudo e de tudo ser especialista e isso não é desculpa para desistir de saber qualquer coisa.
Disfarço porque alguém não gosta, e disfarço porque não é possível que todos gostem.
O que não é escrito agrada a todos, Erwin.
Às vezes alguém te lembra que não é impossível poder mas é fácil se convencer que não, Clyde, Marina.
Difícil era saber que não há você.

2 comentários:
Você, quase sempre, pode fazer aquilo que quer fazer. Mas, tem de querer algo.
Ou não.
Talvez, o difícil não seja fazer, poder ou mesmo querer.
Difícil mesmo é saber.
Saber o que querer, o que poder e o que fazer.
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